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sábado, 6 de março de 2021

Não olhes para trás

À tua frente, Eurídice,

as cotovias cair-te-ão aos  pés,

desenhando pelo deserto

um maná de rosmaninho e penas.


Não olhes, Eurídice,

para o falaz atalho da memória.

Nem os corpos, nem as palavras

são coisas repetíveis.


Mesmo as leitosas nascentes da tua infância

eram poças secas de barro preto.

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