Cuidar dos feridos, não é apascentar a guerra. Amar os pobres, não é gostar da pobreza. Acolher os transviados, não é ser conivente com o vício. Homenagear os mortos, não é glorificar a morte. Em conclusão: Aceitar, não é resignar. Aceitar é o que nos resta quando não há nada a fazer, quando resistir significa partir, quebrar, ou menos, desgastar-nos sem porquê. Aceitemos, portanto, sem nos resignarmos.
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domingo, 12 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 3 de junho de 2015
a propósito da espiritualidade
O homem da segunda fila perguntou: “Quando mataram Deus para criar o Super-Homem
Nietcheziano, não começámos todos a ficar egocêntricos ? Não seria Deus o que nos
reunia a todos ? E o Espírito Santo,
esse terceiro elemento que nos torna irmão do outro, o que ganhámos em torná-lo omisso no
nosso pensamento ?”
O escritor com oitenta anos respondeu: “Não devemos perder a
espiritualidade. Isso é fulcral. Mas há um conjunto de regras que tentam
instrumentalizar politicamente essa necessidade com as quais eu não concordo. Quem me obriga a seguir
regras, se quero apenas encontrar Deus ? Respondi à sua pergunta?”
O homem da segunda fila respondeu: ”Muito obrigado, senhor
escritor. Claro que sim.”.
Contudo ficou a pensar: Como é possível exercer a
espiritualidade sem religião ? Não será demasiado insolente da parte de um indivíduo
descartar um culto que se renova, uma instituição que se adapta e dissemina, ao
longo dos séculos um caminho para o transcendente ? Certamente, que o escritor teria
também morto Deus e nunca mais o encontrara. Nem sequer o seu corpo morto debaixo de
alguma memória, sentimento ou aflição.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Passo a passo
Não concentres o desejo em ti. Aprende a reparti-lo pelos outros. Lembra-te daqueles
que ajudaste a fazer feliz, dos seus rostos iluminados, da sua felicidade temporária.
Fecha os olhos e dentro de ti verás, em sequência, momentos do teu passado partilhado e fantástico.
Estás em caminhada, amigo. Só se não parares, aceitarás que ninguém chega ao fim. Só se não parares…
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