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terça-feira, 10 de abril de 2012

A horta


Que calma superlativa tem esta horta! Que enlevo e expoente máximo da civilização!

As árvores certas, no lugar certo. Enquanto a luz  amorna a terra fecunda, aguardando uma benfazeja semente.

Na linha do horizonte, algumas montanhas ensaiam  vagas de mar  nas suas próprias silhuetas. Como se uma calmaria se  espraiasse em profundidade e até à eternidade.

De regresso ao microcosmos, uma formiga ensaia o seu lugar aqui. Da mesma forma, eu o faço com a minha literatura. Com as suas antenas, a formiga experimenta aqui, depois acolá. Sabe-se lá o que procura ? Também eu não sei o que procuro. Sempre me questionei sobre a função da literatura ? E para que serve um poeta ?

Talvez ser poeta sirva apenas para colocar esta pequena horta do fim-do-mundo, num lugar de deuses e deusas, num Olimpo outra vez pastoral, perfeito como uma cantata polifónica, onde os sobreiros são tenores e os chamarizes, mega-sopranos temíveis, temperando a dimensão do silêncio com o estrilho do seu canto.

O poeta deve ter a pretensão de pegar carinhosamente nesta horta e arrancá-la sem a arrancar. Levá-la daqui para onde a horta não exista, mas seja necessária. Para quem não tenha uma horta - ou apenas a tenha virtualmente - consiga sentir o cheiro, a placidez, o optimismo, a modéstia honrada que tem uma horta em Salvaterra do Extremo (Idanha Nova - Portugal).

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Conselho


Dou-vos um conselho: Deita-vos debaixo de uma árvore municipal, sobre uma terra sem valor comercial, olhando um astro que não esteja registado em nenhuma conservatória do registo predial. Encontrareis, neste gesto, uma perspectiva daquilo que penso ser o BIOSOCIALISMO. É relaxante, gratuíto e sem emissões de CO2
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