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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Gatela - uma janela de gatos

Janela de granito no centro de Salvaterra do Extremo - Foto Luís Palma Gomes


Salvaterra do Extremo, Páscoa de 2018

A passagem da páscoa (Judaico-Cristã) na Beira Baixa deixava-me sempre poemas, fotos, desenhos, contos e prosas para mais tarde recordar. Desta vez não. Por isso, vinha um pouco menos feliz. Não escrevera, não desenhara, não fotografara. Com mil raios e coriscos, estaria a ficar velho? Se calhar os 50 anos secaram-me o espanto pelo mundo ? Outrora, mesmo quando partia, para a aldeia, seco pela urbe, parecia-me renascer a curiosidade e a inspiração quando chegava àquele sortilégio de cheiros, cores, paisagens e sobretudo àquele tempo vagaroso - mais parecido com  o de Deus ou pelo menos mais humano. Ter-se-ia banalizado também aquele espaço e aquele tempo ?

Hoje, deu comigo a olhar para as fotos do telemóvel, quando encontrei esta pequena maravilha que me havia esquecido. Estavam lá muitas coisas que me fazem lembrar a aldeia: o granito, os gatos de pelo queimado, a gamela da comida atada por uma guita, a janela, aquela luz antiga. Que bom poder recordar a Páscoa de 2018. Na Páscoa de Salvaterra do Extremo, onde as tradições judaico-cristãs teimam em subsistir, entende-se melhor o conceito da "ressuscitação" ou do "renascimento". Por isso, aleluia.


Histórico de posts de Saltaterra do Extremo (Clicar aqui)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Um dia na aldeia

Obrigo-me a escrever o meu dia na aldeia. E se o escrevo com melancolia, em vez de astuta leveza, é apenas por tique urbano e nada mais.

Começo o pequeno-almoço com o toque a finados, como paisagem sonora. Ao qual se juntam, o chilrear das andorinhas e as vozes na rua. Estas últimas, despertam-me a tentação de ser humano. Ainda assim resisto, enquanto barro a manteiga no pão.

Avança um carro pela rua abaixo. Rezo alguns estribilhos para que não seja dos funerários. Afinal não era. Ficaram as andorinhas barradas de manteiga branca e  uma crença estranha que salvamos a alma se comermos este pão espanhol tão branco, imaculado.

Aqui o vento imita o tráfego das grandes cidades. Percorre as ruas, conflui, dispersa-se, apita amiúde, num sopro sibilante. À semelhança do roncar dos motores das grandes avenidas, se  incomoda, fecha-se a porta. Que importa. Dentro de casa, com portas e janelas fechadas, o exterior é uma abstração, um reflexo de  realidade, uma construção  com alicerces de experiências passadas e com paredes pintadas de ilusão. Por agora, deixo Platão para mais tarde. Afinal, pensar é estar doente dos olhos, como escreveu o mestre Caeiro.

Desço barbeado à escarpa altaneira num ritual que cumpro há anos. O lugar chama-se o Salto da Cabra. Foram os contrabandistas que puseram o nome. Levo um manto branco sobre os ombros, uma mitra(1) escarlate na cabeça e carne antiga numa bandeja de prata para as rapaces (2).

No Salto da Cabra, fico a sós com as terras a perder de vista. Ali, julgo-me  um sacerdote, um xamã(3), um homem do lixo, sei lá...Fecho os olhos, como há pouco fechava as portas e janelas, e deixo de ser uma coisa individual. Agora faço parto do todo, como se não morresse nunca, como se fosse uma personagem bíblica ou um pequeno cristal incrustado ao granito.

Volto a casa por uma estrada feita por mãos e pés invisíveis. Depois escrevo tudo isto como uma fotografia tremida.

O almoço estende-se como uma pequena praia entre a infância e a adulta idade do vinho. Adormeço depois sobre o clamor de uma aguardente de medronho - o sabor mais verídico que conheço da terra.

À tarde, desço ao cemitério, para sentir quem morreu nos últimos mil anos. Pedir aos céus, que eles descansem em paz nesta aldeia, é redundante.

No cimo de um barranco, afago a penugem da pedra. Chamam-lhe líquenes, quase todos. Sinto a terra excitada, húmida. É primavera. Fico embevecido, vencido neste jogo antigo. Vergo-me de novo diante a paisagem: cansaço ou veneração ?

Rudeza e ternura são as duas palavras que encontro no bolso roto das calças para escrever esta sublimação que me aflora os olhos, seca a garganta e de, sangue novo, me enche o coração.

À noite, a escuridão vira o mundo do avesso e só vejo o forro das coisas. A aldeia abre-se como um livro de mistérios, e vou desfolhando as suas  páginas feitas de ardósia e musgo.

Adormeço, convencido pelo piar da coruja que alguém o guardou dentro da torre sineira.


Salvaterra do Extremo, Páscoa de 2014

(1)  Chapéu cerimonial do bispo.
(2)  Aves carnívoras , de garras potentes e bico robusto em forma de gancho
(3) Feiticeiro indígena nas culturas ameríndias



Fotografias de Duarte Belo extraídas do livro "Terras templárias da Idanha" - Edt. Assírio e Alvim

Ligação:www.duartebelo.com

Salvaterra do Extremo (2005)

Salvaterra do Extremo (2005)

Salvaterra do Extremo - Torre medieval (2005)


Salvaterra do Extremo - Rio Erges (2005)











quinta-feira, 4 de junho de 2015

A raiana e búfalo

Vem montar o búfalo que espera por ti junto do rio, raiana.
Ele vai levar-te a ver as doidas terras de Espanha
Onde comprarás um chapéu azul e um casaco estampado de junquilhos brancos.
Lento, ele atravessará os morros barrentos, mas perfumados de alecrim e rosmaninho
E sobre o seu tosco lombo, os teus pés de princesa , vestindo chinelos de seda cor de carmesim,
Roçarão as ervas do caminho refrescadas pelas brisa  que cai das asas das borboletas.

Vem ao encontro da besta que te faz poemas patetas, como todos os poemas, enfim.
Ele vai contar-te histórias e mais histórias até que a noite chegue em seu manto estampado de galáxias.

Vem, raiana, vem.
Não ouves ? Já tocam os sinos da aldeia, anunciando aos pássaros a nossa boda bestial
E pela rua do forno vem o senhor padre seguido de um bando de andorinhas que sabem cantar em latim
Mais atrás mulheres dos campos rufando os seus adufes anti-castelhanos
E no fim da procissão um cão, irmão dos ciganos, que ladra porque sim.

Vem, raiana, vem
Antes que seja tarde,
antes que o rio cresça, os junquilhos murchem, as borboletas morram, as andorinhas migrem
e o cão dos ciganos morra de esgana atrás da última oliveira da devesa.

O búfalo espera por ti,
E mesmo que não venhas, diz-lhe que sim, raiana, ele precisa de ver a esperança
No fundo dos teus olhos verde-esmeralda e sobre a tua pele branca e lisa de marfim.

domingo, 3 de maio de 2015

Despedida de Salvaterra do Extremo

Dizem que segues fantasias e ilusões, mas não.
É mesmo o calor na carne e o mel das palavras
que te fazem aproximar do lume.
E por ali ficas sentado ao borralho,
aceitando a morte como coisa autêntica.

Que diferença há entre ti e a papoila
que perde, folha a folha, o vermelho
na fulgurante migração do inverno ?

Não partiste também tu,
ó inábil poeta,
num bando de andorinhas
à procura das searas ricas ?

Cala-te então agora
e escuta a sagração do tempo
através do canto sincopado  do cuco,
embalado pelo chocalho das ovelhas.

Já começa a fazer-se tarde.
Embala os poemas e parte
pelo rio abaixo
a caminho do ocidente.

A manhã espera-te
do outro lado da noite,
onde aguardarás a madrugada
num redil de gado urbanizado.

Mas enquanto não te toma o esquecimento,
esse estado gasoso que precede a saudade,
inspira o segundo, o ponto final, o virar da página,
como gesto eterno ou eternamente repetido.



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Amanhã

Amanhã acordarei no céu, sobre uma cama simples, ornada com andorinhas e pardais.

Amanhã o dia terá nuvens a correrem para o infinito e mil e muitas horas trazidas até à porta por ovelhas azuis.

Amanhã voarei atrás das borboletas até ao templo dos grifos e conversarei com azinheiras, granitos e raposas.

Amanhã vestir-me-ei de rosmaninho e lavanda e sairei bailando agarrado aos perfumes que me levam para Espanha.

Amanhã hablarei com cabalos e galgos e darei os bons dias a garbosos ou esfomeados ciganos.

Amanhã há esperança e burros.

Amanhã estou em Salvaterra do Extremo.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Advento

A mão do ato fere a melancolia.
(escrever apenas a agita com suavidade)

É por amor, e não por medo,
que aceito o sofrimento.

A esperança guia-me
na penumbra do futuro.

Mas é já de preto
que preparo a morada dos vindouros.

Ensaio as últimas palavras da vida
para quando essa peça estrear
não me falte o silêncio.

Salvaterra, 5 de abril de 2015 

(Poema escrito em 15 minutos. Não há tempo para mais. Foda-se.)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

"Ó Salvaterra" do Tenente Dias Catana

Margens do Rio Erges (primeiro afluente do rio Tejo em Portugal)
foto de Luís Palma Gomes





















Ó minha terra adorada,
Meu conforto e minha festa,
Quero-te sempre lembrada
Na minha Musa modesta.

Porque foi em ti, que um dia,
    - Minha doce feiticeira!
Esta luz que me alumia
Eu vi pela vez primeira.

Vejo às vezes, a sonhar,
Os teus vales e os teus montes,
Onde ouço as aves cantar
Ao desafio com as fontes...

Deixo a música dos ninhos
Que escutei horas a fio,
E, tomando outros caminhos
Vou tomar banho ao teu Rio.

Regresso pela Deveza,
Subo à Forca, sem parar,
Donde admiro a Natureza
Embevecido, a sonhar!...

Prostrado pela canseira,
Estendo-me sobre os fenos
Debaixo duma azinheira,
E respiro a pulmões plenos!

Na paz que então me rodeia
Ouço cânticos estranhos
De envolta co’a melopeia
Dos chocalhos dos rebanhos.

Até o cuco indolente
Quer mostrar que tem garganta,
E eu conto, maquinalmente,
As vezes que o cuco canta.

Como é bom, sonhando, ver
Os lugares da mocidade!
Só é pena não poder
Voltar-se, atrás, na idade!

Ó Salvaterra da Beira,
- Meu doce e suave enleio! –
Na minh’hora derradeira,
Dá-me guarida em teu seio!

"Natural da raiana Salvaterra do Extremo, o Tenente Dias Catana é nome conhecido em todo o distrito de Castelo Branco. Conhecido e apreciado. Não precisa de apresentação, além da que já dele fez o ilustre  beirão e académico, dr. Jaime Lopes Dias, no prefácio que escreveu: “sonhador, idealista, possuído de excessiva modéstia, que anda de braço dado com a sinceridade, autodidacta, folclorista, músico, compositor e executante”." extraído do blog salvaterraeeu.blogspot.pt

sábado, 26 de abril de 2014

A giesta















3,7 segundos antes da expulsão de Eva,
estoira, entre pássaros de minério,
uma mão de lava
que agarra e ergue
uma giesta em flor.

Já na era cenozóica ,
o poeta olha aquela combustão floral,
qual sarça (ainda) ardente,
e regista-a no seu livrinho de mão.

Abril de 2014 em Salvaterra-do-Extremo (Beira-Baixa)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Renascer em Salvaterra do Extremo

Bateram à porta.

"Quem é?", perguntei eu.

"A primavera.", responderam. 

Fui abrir a porta na Beira Baixa. 


Árvore de fruto,  junto à estrada de acesso à Estrada Nacional


Quinta das Flores


Quinta das Flores


Quinta das Flores


Quinta das Flores

quarta-feira, 5 de março de 2014

Luna e o cavaleiro

O cavaleiro leva escondido no peito
uma mulher e um desafio.

Chama-se Luna.  É a cigana
mais bela que a aldeia já viu.

Por amar o cavaleiro
as lágrimas de Luna sangram o rio.

Pouco importa ao cavaleiro
que tristezas de amor nunca sentiu.

Sua lança espeta um toiro quente
que cai entre as ervas morto de frio.

Às cinco da tarde foge com Luna
e a desflora sem força nem  cio.

Debaixo de um sobreiro
que o vento penteia  com o seu assobio.

O chefe cigano e o seu bando
procuram os dois de fio a pavio.

Chamam, imploram, ameaçam
mas Luna, a cigana,  ninguém mais a viu.

Dizem que moram serenos
na outra margem, na casa de um tio.

E  ninguém mais os alcança
porque os junquilhos de Luna encheram o rio.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Andar por aí...

E o tempo ? Não sei. Sinto apenas que alguém o escondeu. Acho que foi deus que piscou os olhos e nesse instante  parte da minha vida, tão longa e tão curta, passou. Foi bom. Muito bom, ter andado por aí.

Festa da Páscoa em Salvaterra do Extremo / Idanha-a-Nova

terça-feira, 2 de abril de 2013

A Páscoa na Beira-Baixa

Tempo de Páscoa significa tempo de renascimento (ou ressurreição). A festa religiosa que celebra a paixão, crucificação e ressuscitação  de  Jesus entrelaça-se com o deslumbre pagão da chegada da primavera, do rebentar das folhinhas e do acasalamento das aves. E a vida, que à semelhança da mensagem pascal do "Novo Testamento", regressa depois da escuridão invernal (mortal).

Para contemplar ambos os fenómenos - o cristão e o pagão - escolho sempre uma aldeia profunda da Beira-Baixa, onde a natureza tem um esplendor tremendo nesta época do ano e as celebrações católicas são muito rigorosas, antigas e caraterísticas.

Por estes lugares, passou a história de Portugal: dos castros lusitanos ao romanos, dos castelos templários às invasões francesas. E há muitos apontamentos patrimoniais a toda estes lugares da história por toda a aldeia.

Uma verdade é para mim absoluta e tirânica: Salvaterra do Extremo (Idanha-a-nova, Castelo Branco) tem magia.

Aqui deixo algumas fotos que tirei durante a última semana.

Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km) - Propriedade Casa Pinheiro (?)

Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km)

Rio Erges (Afluente do Tejo) no Vale de Idanha, no sentido montante

Rio Erges (Afluente do Tejo) no sentido jusante.
 No cimo da elevação ao fundo, está edificada  Salvaterra do Extremo

terça-feira, 10 de abril de 2012

A horta


Que calma superlativa tem esta horta! Que enlevo e expoente máximo da civilização!

As árvores certas, no lugar certo. Enquanto a luz  amorna a terra fecunda, aguardando uma benfazeja semente.

Na linha do horizonte, algumas montanhas ensaiam  vagas de mar  nas suas próprias silhuetas. Como se uma calmaria se  espraiasse em profundidade e até à eternidade.

De regresso ao microcosmos, uma formiga ensaia o seu lugar aqui. Da mesma forma, eu o faço com a minha literatura. Com as suas antenas, a formiga experimenta aqui, depois acolá. Sabe-se lá o que procura ? Também eu não sei o que procuro. Sempre me questionei sobre a função da literatura ? E para que serve um poeta ?

Talvez ser poeta sirva apenas para colocar esta pequena horta do fim-do-mundo, num lugar de deuses e deusas, num Olimpo outra vez pastoral, perfeito como uma cantata polifónica, onde os sobreiros são tenores e os chamarizes, mega-sopranos temíveis, temperando a dimensão do silêncio com o estrilho do seu canto.

O poeta deve ter a pretensão de pegar carinhosamente nesta horta e arrancá-la sem a arrancar. Levá-la daqui para onde a horta não exista, mas seja necessária. Para quem não tenha uma horta - ou apenas a tenha virtualmente - consiga sentir o cheiro, a placidez, o optimismo, a modéstia honrada que tem uma horta em Salvaterra do Extremo (Idanha Nova - Portugal).

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Beira Interior

                                                                                         Ao Joaquim Cardoso Dias

O tempo parou. As pedras descansam. E os pardais treinam  retórica sabe-se lá porquê...

As ovelhas e os poços refletem o pedido tímido da primavera e, por agora, recusado.

Mas, junto à devesa das oliveiras, avança a fibra ótica, imaginem!
Ó século XXI, onde os exércitos marcham dentro de fios, para impor a Pax Romana.

Estribilhos de melros enquadram  a canção de uma betoneira.

Agora o tempo volta avançar, em círculos, numa tontura mecânica.

Quando a betoneira pára de vez, a realidade esfarela-se. E as hercúleas formigas  constroem, com essas migalhas, um novo império interior. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Salva a Terra 2011


Este fim de semana, houve eco-festival em Salvaterra do Extremo: O "Salva a Terra". 4 dias de folgança, dança e muita natureza. Os músicos e as bandas eram todos muito bons. Realço o blues-folk de Frankie Chavez no Palco Pôr do Sol e "Velha Gaiteira", onde dois percussionistas e um tocador de gaita de foles deram um bom concerto. O meu local favorito era a tenda do Chá Livre. Tinha sempre 3 chás (Quentes e Frios) e pagava-se o que se queria. Bebia-se o chá debaixo de uma tenda magrebina com fofas almofadas e antigas edições da revista "LER". Quando tomava banho no rio Erges, passou um velho peugeot com uma pequena caravana. Era o casal (Hipie) do Chá Livre. Acenei um sentido adeus. Eles, em cima da ponte, corresponderam. Até à próxima, pessoal. Espero que se seja o mais cedo possível. Em 2013, "Salva a Terra" volta à aldeia raiana do concelho de Idanha-à-Nova.

PS. Aproveitei um momento entre as actividades do eco-festival, para desenhar uma janela em granito.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O rosto de Deus

Quantos rostos tem Deus ?
Valerá a pena correr o risco de os revelarmos ?
Não correremos o risco de nos enganarmos ou desgastar o seu mistério?
Cada homem, povo ou religião terá as suas respostas e perguntas.
 
Este local que vos mostro através de uma foto que tirei durante a primavera, é para mim um rosto de Deus. E se não for o rosto dele, é pelo menos a sua imagem refletida no espelho da terra.


Local: Vale de Idanha (Rio Erges) - Freguesia: Salvaterra do Extremo - Concelho: Idanha-a-Nova - Distrito: Castelo Branco

Outro pormenor mais a jusante:


Local: Garganta no Rio Erges (perto da Fonte da Ribeira) - Freguesia: Salvaterra do Extremo - Concelho: Idanha-a-Nova - Distrito: Castelo Branco

domingo, 11 de abril de 2010

Zoom

O universo. A Via Láctea. O sistema solar. O planeta Terra. A Europa. A península Ibérica. A Meseta. Uma escarpa no Tejo Internacional (entre o Tejo e o Erges ). Uma comunidade de Grifos (abutres) e num recanto uma cria de abutre.

Quando se observa esta relíquia, sentem-se todos estes espaços surgirem de forma contígua e no sentido do novel habitante terrestre. Uma epifania.


Se tiverem um fim de semana livre e gostarem de desfrutar natureza ( aproveitem a primavera), visitem Salvaterra do Extremo e façam a caminhada "A Rota dos Abutres".
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