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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A "Tabacaria" e crise dos 40
Sortudos aqueles que chegam à meia idade e não subscrevem
estes versos do Pessoa. Eu, à exceção do último verso, subscrevo-os. Que génio!
Fiz
de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Primeiro é-se e depois demonstra-se porque se é
"Porque é que foste para jornalismo ? Uma vez contaste-me, achei tanta piada. Mas o que tem mais piada é tu acreditares na causa e efeito. Porque primeiro é-se e depois demonstra-se porque se é" - escreveu Vergílio Ferreira no seu romance "Até ao fim".
Esta pérola do existencialismo cristão de Vergílio Ferreira é afinal uma frase de um grande carácter pedagógico. Um conselho válido para qualquer jovem que acabou de apanhar "o comboio da vida".
terça-feira, 20 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
palavras são sintomas
![]() |
| Foto de Mariana Castro - "Pas du langage" - série de 10 fotos |
"Tudo está implicado, tudo é complicado, tudo é um signo, ou seja, essência. Tudo existe dentro das suas zonas obscuras, onde nós penetramos, como dentro das criptas, para decifrar os hieróglifos e as linguagens secretas.
Não existem coisas, nem espíritos, não há corpos: corpos astrais, corpos vegetarianos…A biologia teria razão, se ela soubesse que os corpos, eles mesmos, são já uma linguagem. Os linguistas teriam razão se eles soubessem que a linguagem é sempre dos corpos. Todo o sintoma é uma palavra. Mas antes de tudo, todas as palavras são sintomas."
Gilles Deleuze, 'Proust et les Signes' - tradução livre minha a partir do blog "nuit interier"
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