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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Passarinho Anarquista (V)

O passarinho, no cagaruto de um  pinheiro bravo, piava aos sete ventos: "Não me venham falar em nome de todos os pássaros. Quando me vêm  com aquele discurso 'Para bem da passarada', cheira-me logo a esturro. Juntar, no mesmo saco, falcões e pardais, gaivotas e avestruzes, soa-me a demagogia da grossa e mata-se logo a discussão política." 

O passarinho anarquista (IV)

Hoje quando me dirigia para o café, vi o passarinho anarquista muito engolfado e deprimido. Perguntei-lhe, cheio de compaixão, o que se passava. Ele confessou que era um anarquista de "estufa" e que quando surgiam as primeiras auroras fascistas, ficava logo enrascado.
Eu reconfortei-o, mas segredei para os meus botões: "És mesmo um passarinho".

sexta-feira, 14 de março de 2014

O passarinho (III)

Hoje, talvez por ser sexta-feira, o passarinho apenas piou e disse: "O medo há-de levar-nos à condição de ratos.".

Veio-me à imaginação um rato roendo, numa cave insalubre, um restinho de fast-food. E quando olhei de novo para o passarinho, já ele tinha alevantado voo. Tomara eu.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O passarinho (II)

Hoje voltei a ouvir o passarinho amarelo. Está mesmo desesperado. Imaginem o que chilreava do cimo de uma árvore sobre a Praça do Marquês Pombal: "Que cidade admite ser dominada por uma estátua de um marquês com um leão à ilharga ?  Precisamos sempre de um capataz para dar ordens ao som do chicote, não é? Cambada de cobardes! Não há um homem com tomates que rebente à bomba a merda desta estátua ? E no seu lugar plantar um sobreiro,  onde eu e os outros pássaros possamos lá fazer os nossos ninhos."

Pobre pássaro. Quem o ouve, senão eu ?


quarta-feira, 12 de março de 2014

O passarinho

Hoje, quando me deslocava para o trabalho, um passarinho amarelado, gritava em cima do tronco mais alto de uma oliveira, "Recuso-me a morrer antes da morte! Filhos da puta de esclavagistas do caralho!"

Achei o episódio tão pitoresco que decidi partilhá-lo convosco.

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