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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Mirabe judaíco-cristão



A Andaluzia foi um espaço ocupado por diversos povos e civilizações. Entre estas últimas, podemos realçar uma forte presença e influência de Roma, Islão e Judaíco-Cristã. Apesar de não ser uma das regiões autonómicas mais economicamente desenvolvidas, tem uma grandiosidade que se expressa nas suas raízes culturais. A  arquitectura, a pintura, a literatura, a  música, as  tradições dão-lhe um valor impressionante. Ao visitar a mesquita-catedral de Córdoba fui surpreendido por um mirabe -uma abside, com a função de indicar a direção de Meca aos orantes. O mirabe está representado pelo arco árabe no desenho que compus e que aqui vos apresento.

Na judiaria de Córdoba, visitei o museu judeu que me embrenhou na vida judaica medieval daquela cidade, onde viveram sábios como Maimónides (médico e filósofo judeu) e Averróis (juíz, médico e filósofo). Nesse museu, encontrei na sua loja, um fio com uma medalha cujo símbolo em hebraico significava "Vida". Esse símbolo representei-o no centro do triângulo (retina de um olho) do desenho.

O terceiro símbolo do desenho é um triângulo que enquadra um olho, ou seja, o "Olho da providência". Esta representação tão comum na decoração dos templos cristãos significa o olho de Deus que tudo vê.

Tentei neste desenho-estudo integrar vários símbolos que representassem essa miscigenação civilizacional que encontrei em Córdoba. Nesta cidade - à semelhança de tantas outras, onde existiu tolerância religiosa durante o domínio árabe (Séc. VII - XIV) - as três religiões abraâmicas   coexistiram em paz. Este Deus sem nome  ( referenciado como Javé no Antigo Testamento e que significa "Eu sou quem sou")  é comum às três religiões, deixando-se entrever, no espaço cultural andaluz, por uma consciência sensível à história ibérica e aberta a um espaço ecuménico . 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Que 2018 seja um tigre que espante

Quem tem medo do espanto ? Num mundo apressado, intenso de imagens e de sensações vagas, é preciso reaprendermos a espantar-nos.  Quando nos espantamos, a vida corajosa e vibrante regressa da infância aos nossos corações e sobressalta-nos de verdade.

 Foi esse impulso vital que encontrei neste postal da autoria da ilustradora Marina Palácio que complemento com um extrato de um poema do poeta místico inglês, William Blake, o qual não pude deixar de registar aqui.

Ilustração de Marina Palácio
"Tigre, tigre que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria?"


"Tiger, tiger, burning bright,
In the forest of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?"


Extrato do poema "Tigre" de William Blake

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Desenhar

O prazer de desenhar advém sobretudo do exercício de olhar para fora, olhar cada detalhe  da outra coisa que está para além da psique ou do ego. Desenhar é por isso uma prática de altruísmo.

Chapim de Crista - Pinhal da Aroeira | 2009


Podemos ainda assim desenhar as nossas paisagens interiores, as composições do nosso imaginário. É um exercício diferente, mas inteiramente humano e confortante. Neste caso, materializamos as representações interiores, num exercício de introspeção.

Ilustração do poema "Ulisses" da Mensagem de F.Pessoa

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ainda o Rinoceronte

Voltei aos Jardins da Gulbenkian como um criminoso volta ao local do crime. A besta continuava tranquila, pastando as horas vagas e quentes de Agosto.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Rinoceronte de Dürer

Passear pelos Jardins da Fundação Gulbenkian é um momento de prazer seguro. "Pastando" na relva, quem eu vi lá ? O Rinoceronte do Dürer. Tirei um quarto de hora do almoço e fiz um esboço.



Albrecht Dürer é uma dos mais relevantes personalidades do Renascimento. Este alemão, filho de um ourives, foi desenhador, pintor, matemático e filósofo. Uma personalidade multifacetada como outras desta época (Da Vinci). Pintou o Rinoceronte, oferecido pelo Dom Manuel I ao Papa Leão X, que tanto furor fez na Europa Seiscentista. O extraordinário é que Dürer nunca viu o Rinoceronte e, ainda assim, efectuou este magnifico desenho - um colosso de imaginação, técnica e criatividade quando comparado com outras representações destes animais naquela época:


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Desenhos do quotidiano


A era do digital fez crescer exponencialmente o numero de fotos que quase todos registamos. Banalizou a imagem. As imagens sentem-se pouco admiradas e acarinhadas. É preciso perder tempo com elas (imagens). Observá-las e desenhá-las devagar.

Nos tempos recentes, várias publicações e blogs sobre "desenhar o quotidiano" têm surgido num esforço de resistência histórica e sentimental.

Deixo-vos um blog importante para iniciarem a navegação nesta matéria: Diário Gráfico de Eduardo Salavisa, autor de Diários de Viagem

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