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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Cantiga do nada

Estação da CP do Rossio (Linha de Sintra, 2019)
Não sabemos nada de memória, nem do amor
Não sabemos do nada, nem do tudo, do antes ou do depois
Não sabemos de Deus, quem o arrumou e em que gaveta
Não sabemos quem fomos, somos ou seremos
Não sabemos dos mortos, nem dos vivos, nem de nenhum outro estado intermédio
Não sabemos dos filhos, nem dos pais, muito menos do Espírito Santo
Não sabemos construir, nem destruir, por isso vivemos entalados entre coisas
Não sabemos que coisas são, não podemos dar-lhe um nome efectivo, nem afectivo
Não podemos explodi-las para as reconstruir

E era tudo tão simples e acessível
Era tudo tão nosso e deles

E agora não sabemos nada, nada

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Gatela - uma janela de gatos

Janela de granito no centro de Salvaterra do Extremo - Foto Luís Palma Gomes


Salvaterra do Extremo, Páscoa de 2018

A passagem da páscoa (Judaico-Cristã) na Beira Baixa deixava-me sempre poemas, fotos, desenhos, contos e prosas para mais tarde recordar. Desta vez não. Por isso, vinha um pouco menos feliz. Não escrevera, não desenhara, não fotografara. Com mil raios e coriscos, estaria a ficar velho? Se calhar os 50 anos secaram-me o espanto pelo mundo ? Outrora, mesmo quando partia, para a aldeia, seco pela urbe, parecia-me renascer a curiosidade e a inspiração quando chegava àquele sortilégio de cheiros, cores, paisagens e sobretudo àquele tempo vagaroso - mais parecido com  o de Deus ou pelo menos mais humano. Ter-se-ia banalizado também aquele espaço e aquele tempo ?

Hoje, deu comigo a olhar para as fotos do telemóvel, quando encontrei esta pequena maravilha que me havia esquecido. Estavam lá muitas coisas que me fazem lembrar a aldeia: o granito, os gatos de pelo queimado, a gamela da comida atada por uma guita, a janela, aquela luz antiga. Que bom poder recordar a Páscoa de 2018. Na Páscoa de Salvaterra do Extremo, onde as tradições judaico-cristãs teimam em subsistir, entende-se melhor o conceito da "ressuscitação" ou do "renascimento". Por isso, aleluia.


Histórico de posts de Saltaterra do Extremo (Clicar aqui)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

África Delas

Vi esta foto no Facebook e gostei muito dela. Trata-se de um conjunto de estudantes de medicina que foram estagiar até São Tomé e Príncipe. Ao fundo, o Ilhéu das Rolas.

Achei a foto descritiva, equilibrada e enigmática. Gosto de ver os portugueses fotografados em África. Ficam mais humanos e naturais. Perdem aquela película sofisticada que lhes mascara a atitude. Libertam-se daquela peça teatral, velha e demasiado encenada chamada Europa.



Foto de Emanuel Cortesão de Seiça

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A timida loucura



Foto de Duarte Belo em CidadeInfinita.Blogspot.com



É preciso encher os pulmões  de  poesia  para atravessar, incólume, os lugares da desumanidade. 

Não há vita nuova sem risco.  

Será a tímida loucura, o gene que nos distingue ?

terça-feira, 26 de maio de 2015

Sebastião "Ulisses" Salgado

O Sebastião Salgado representa para mim o Ulisses dos tempos modernos.  Foi combater na “Guerra de Tróia”, levando a sua câmara fotográfica como arma. Nos combates, para mostrar ao mundo outros mundos, foi obstinado e destemido: Sahel, Ruanda, Serra Pelada, Ártico, Balcãs e muitos outros locais. Cansado da alma, como ele o próprio afirma, no documentário “Sal da Terra”, regressa à sua Ítaca, ou seja à fazenda dos seus pais. Naquele momento, completamente desarborizada e sem vida. Ele e a mulher, Leila, decide replantar aquele lugar com três milhões de árvores de cem espécies diferentes, todas elas pertencentes ao biótipo da “Mata Atlântica” brasileira. É um projecto com avanços e recuos, naturais de quando falamos em organismos vivos. Hoje aquele lugar é uma floresta esplendorosa, com árvores que atingem o seu auge aos 400 anos de vida. Salgado procurou e descobriu uma metáfora forte para representar a eternidade.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O cão, o gato e o fotógrafo



Enquanto uns roem sem critério e alguns tiram fotografias "porque sim", outros tentam perceber qual o sentido de tudo isto. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ilhas encantadas (I)


















Quando a terra e o céu se olham no espelho do mar,
refletem grãos de claridade extraviados
 fecundando amiúde
o ventre sedento das sereias.

(Foi Helena, serenamente, que me disse
que estes grãos eram o sémen dos deuses.)


Foto: Helena Encarnação (Madeira/2013)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

"GUADIANA 86-14" - FOTOGRAFIA DUARTE BELO

"Quando se percorrem a pé, demoradamente, as margens do Guadiana, fica gravada no nosso ser, indelevelmente, a experiência primordial da integração num mundo que nos transporta a um tempo imemorial..."
Entre 1986 e 2014, Duarte Belo, fotógrafo, percorre as margens do Rio Guadiana, colecionando imagens do que era e do que é o maior rio do sul do país. Esta é uma exposição com fotografias do arquivo do autor, a preto&branco e a cores, numa organização dinâmica que sugere uma viagem pelas margens do Guadiana...
"As fotografias querem fixar uma memória, são documentos sobre um tempo passado, um rio sobre o seu leito. Ao mesmo tempo procura-se a linguagem própria da singularidade dos elementos, ou descodificar a sua essência, o olhar humano que sobre eles pousa. A construção de suportes de exposição, mesmo do desenho do conjunto planificado das imagens, quer definir uma arquitetura de comunicação. Uma escrita que, recusando, por impossível, a replicação de uma realidade concreta, quer construir uma arquitetura nova onde se pode viver a invenção de um tempo paralelo."
DB
Entre  10 de maio e 23 de novembro de 2014
No Museu da Luz - Aldeia da Luz (Mourão)
http://www.museudaluz.org.pt/

Pulo do Lobo - Rio Guadiana - Mértola

sexta-feira, 6 de junho de 2014

la pluie


Il pleut sur ​​la ville 
comme dans mon coeur 

Cependant, 
peut-être les fleurs ne sont pas au courant

De sombra em sombra

Herdade do Postoro. Reguengos de Monsaraz. 2010 - Foto de Duarte Belo























caminho sombra a sombra
até que, aflitos, os pés recolhem-me
às abas lentas dos sobreiros

e por ali permaneço
até que se solte
o primeiro piar da  noite alentejana


quinta-feira, 6 de março de 2014

Renascer em Salvaterra do Extremo

Bateram à porta.

"Quem é?", perguntei eu.

"A primavera.", responderam. 

Fui abrir a porta na Beira Baixa. 


Árvore de fruto,  junto à estrada de acesso à Estrada Nacional


Quinta das Flores


Quinta das Flores


Quinta das Flores


Quinta das Flores

domingo, 14 de abril de 2013

Lezíria encantada

A lezíria desfez-se do rosto do inverno. O rio ficou plácido. Parece agora um homem feito que conhece e respeita as margens. Ao fundo, Almeirim e Alpiarça. Santarém é o rosto que fita a fertilidade. O Vale de Santarém, por debaixo, banha as chagas dos pés e conversa (nada de pregões) humilde com peixes. Se bem me lembro, foi exatamente aqui que eu escrevi a primeira carta de amor.

Rio Tejo (a montante das Portas do Sol em Santarém )

Vale de Santarém (Porta do Sol)

Rio Tejo (a jusante das Portas do Sol em Santarém )


Apontamento de  primavera ( Jardim das Portas do Sol - Santarém)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fotografias. Movimento. Método.



Ontem, dia 9 de Abril pelas 19:30, Duarte Belo foi o convidado da Tertúlia Fotográfica, organizada pelo MEF (Movimento de Expressão Fotográfica). 

Durante 2 horas, apresentou partes da sua obra e do seu modus faciendi  em torno da fotografia documental ligada sobretudo ao território e património português. Uma sala cheia (Cinema City Alvalade) pode contatar com as fotos, a organização e algumas expedições fotográficas que o fotógrafo Duarte Belo tem encetado pelo nosso pais.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Exposição fotográfica “Timor-Leste, um povo em construção” de João Delgado



No dia 27 de novembro inaugurou em lisboa, na Biblioteca por Timor, uma exposição de fotografia de João Delgado com o tema “Timor-Leste, um povo em construção.” A exposição aborda várias áreas da sociedade timorense, concentrando-se em especial na falta de meios ao nível dos cuidados de saúde dos mais carenciados, na pureza das crianças e num clima social extremamente afetuoso que ali se vive.

 Durante a sua estada em Díli, em abril do corrente ano, enquanto desenvolvia um plano curricular e vários manuais do curso profissional de Técnico da Pesca em colaboração com o Ministério da Educação daquele país, João Delgado envolveu-se num projeto de voluntariado na Clínica do bairro Pité. A clínica acolhe pessoas carenciadas com o intuito de facultar-lhes cuidados de saúde. A experiência sensibilizou de tal forma este homem de causas sociais, que fê-lo decidir por procurar apoios em Portugal e, nomeadamente na Mútua dos Pescadores, capazes de apoiar a clínica e melhorar o dia-a-dia dos seus pacientes.

Paralelamente, João Delgado, licenciado em Belas Artes, decidiu elaborar uma recolha fotográfica composto por vários ângulos da sociedade timorense, com o foco de alertar e sensibilizar o público para o potencial de Timor-Leste, mas também para aspetos que urge melhorar (cuidados de saúde).

João Delgado é membro da direção da Mútua dos Pescadores, formador do ForMar, lecionando “Marinharia”, “Tecnologia da Pesca”, “Desenho Técnico” e” Tecnologias do Mar” e pescador do porto de pesca da Nazaré. Para além destas valências, licenciou-se em Belas Artes na ESAD de Caldas da Rainha e mantém uma atividade pictórica e fotográfica relevante.

A exposição pode ser vista até 28 de dezembro na Biblioteca por Timor, localizada Rua de S.Bento, 182 – 184 (Defronte da Assembleia da Républica) em Lisboa. Tel. 21 390 57 02
bib.timor@cm-lisboa.pt

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