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sábado, 19 de janeiro de 2013

A casa das histórias e a casa do mar

A natureza estava tão agreste que me apeteceu ver o mar - o mar verdadeiro, salgado, indomável e em fúria.  Pensei em Cascais. E lá fui. Decidi visitar a Casa das  Histórias da Fundação Paula Rego e o Museu do Mar  Rei D.Carlos

Pormenor do Museu do Mar  ( Sala dedicada à Pesca )


Tenho a dizer que foram excelentes escolhas. A Casa das Histórias pela  incontornável qualidade da artista e o Museu do Mar pela diversidade do acervo e a ligação da vila de Cascais e suas gentes ao mar . O mar que surge de duas formas no história de Cascais. A primeira, através da economia natural da população local que desde sempre encontrou no mar, através da pesca, a sua subsistência e o seu desenvolvimento social. Depois através dos Braganças, quando D. Luis decidiu transformar a casa do governador em paço real, onde a família real ia a banhos. A ligação de D.Luis I e do seu filho D.Carlos I ao mar era grande, profunda e extensa nos interesses. Assim, Cascais ficaria ainda ligada  à exploração arqueológica do mar, à biologia marinha, à náutica de recreio e à Marinha de Guerra (D.Carlos era oficial da Marinha de Guerra). O Museu do Mar explora todos estes os vectores de uma forma singela, mas muito agradável.

A Casa das Histórias da Fundação Paula Rego



Quanto à exposição da Paula Rego, cumpre-me dizer que a considero uma artista plástica de dimensão universal. O seu mundo onírico e a forma como  cruza esse mundo  todos os outros estados mentais humanos (medo, submissão, desejo,...) são fantásticos. A sua capacidade narrativa é notável. Diria que as  histórias abordadas começam muitos antes dos quadro e permitem ao observador terminá-las muito depois.

 É pena não existirem mais obras suas na Casa das  Histórias, onde repousam algumas paredes pouco preenchidas. Quando o espectáculo é bom, temos sempre pena quando chega ao fim.

Pillowman - um tríptico genial da pintora portuguesa

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ala Arriba!


Ala Arriba: Filme português estreado em 1942 e realizado por Leitão de Barros foi a 2º docuficção (género documentário/ficção) da história do cinema. O filme passou esta semana na RTP Memória e dou-lhe 17 valores. Razões para este quase "Muito bom" ? - A vertente documentalista-ficcional, a fotografia, o argumento e o objecto filmatográfico único. O filme é interpretado por pescadores, que emprestam ao filme uma genuidade enorme. Não só no sotaque e maneiras, mas também no perfil psicológico das personagens. Não tenho dúvidas que aquele é o perfil padrão do célebre pescador-poveiro: Corajoso, pragmático, tradicionalista e lutador.

As cenas da procissão e chegada das embarcações (ala arriba) à praia são pungentes e belíssimas.

Curioso o facto do filme ter patrociono do Secretariado da Propaganda Nacional durante o Estado-Novo, e, ao mesmo tempo, documentar a precaridade ( e ao mesmo tempo a heroicidade) da profissão de pescador, onde se morria a 10 metros da praia.

A única medida de prevenção - para além dos barcos entrarem um a um na barra, de modo a que existisse sempre uma tripulação de vigia enquanto outra entrava na barra - era rezar, rezar e rezar. Em termos políticos, um caso de irresponsabilidade social e imobilismo.

Bem hajam as comunidades ribeirinhas da Póvoa e Vila do Conde, que bem merecem!

Ala arriba na Wikipédia
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