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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O MITRA


A título irónico nasceu nas redes sociais um movimento chamado MITRA, o acrónimo significa "Movimento pela Independência Total da Região da Amadora". Houve logo algumas adesões e eu aderi com um singelo "gosto". Num tempo de discussão sobre a independência catalã ou sobre a sempre adiada regionalização do território nacional, é desanuviante que alguém se lembre que criar a titulo humorístico o MITRA. O humor como devem saber é um assunto muito sério, por várias razões. Uma delas é que serve para dizer o que não se pode dizer. Era este o expediente do bobo da corte ou dos humoristas contemporâneos.

A parte séria da questão é que somos uma cidade maltratada e humilhada pelos meios de comunicação social, porque acolhemos a diferença, porque não tivemos alguns cuidados urbanísticos a partir dos anos 50-60. Enfim, nada que não se resolva com uma boa gargalhada e este movimento promete-nos algumas. Lembrando o anónimo poeta-sapateiro Bandarra que escrevia versos contra a governação espanhola de Portugal no século XVII, também eu me lembrei que o Mitra precisava de um Bandarra da Porcalhota e decidi candidatar-me com esta quadra:

Jamais pela ideia ou alma me passou
Este novo desejo que tanto me excita
De nas redes sociais dizer que sou
Simples e orgulhosamente um Mitra


PS. Espero que chegue em breve ( para aí uns 500 anos) aos manuais escolares


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Teatro de excelência na Amadora

Recomendo vivamente que assistam a dois espetáculos de teatro que tive já o privilégio de assistir:

"O urso" de Anton Tcheckov no Auditório de Alfornelos (Amadora) no dia 10 de setembro pelas 21:30 (4 euros) e "Variações à beira de um lago" de David Mamet nos dias 16, 17 e 18 de setembro nos Recreios da Amadora (Junto à estação da CP) 

São dois textos incríveis e excelentemente encenados e interpretados. Não perca, porque vai lembrar-se deles para o resto da vida.



"Variações à beira de um lago" - Teatro dos Aloés 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Carta Aberta ao cronista do Expresso, Henrique Raposo, a propósito da sua crónica "Quinto Império entre maquises"

Caro Henrique,

Li a sua crónica do Expresso e gostei. Declaro de antemão que vivo numa casa com marquise defronte do Quinto Império da Reboleira. Por esta razão, sou testemunha que a existir Quinto Império , e eu acho que ele existe, ele vive por estes meandros de subúrbio, onde Portugal se mistura com as pessoas de um mundo cujas origens remontam às paragens que outrora ligámos nesse processo conhecido como "Os Descobrimentos". 

Acredito numa tese lusitana para juntar as pessoas através da fraternidade e construir um imenso império da humanidade. Creio mesmo que o catolicismo, atacado por dentro e por fora, será uma via favorável para esse efeito. Não percebo porquê o medo de palavras como "velho" ou "pobre" ou "caridade". Não temos afinal de nos aceitar para aceitarmos o Outro ? Quando eu for velho quero que me chamem velho, quando eu for pobre quero que me chamem pobre e quero dar e receber, apenas porque gosto de mim assim.

O Quinto Império é o império do outro, do diferente. Não tenho a utopia do multicultarismo urbano, porque isso não seria honesto. Quero apenas dizer que, na medida do possível  as pessoas devem poder viver na Amadora como vivem numa África Europeia. Sou favorável ao gueto cultural (possível), não ao gueto marginal. Não devemos impor, mas sim convencer, dar espaço, respeitar e provavelmente chegaremos a um consenso. Essa será a nossa força: A diplomacia do amor - esses coloridos afluentes que tantas vezes desaguam no grande rio da miscigenação.


Se quer apreciar, como eu aprecio, até chegar quase a uma ligeira comoção, desloque-se domingo ou sábado à noite ao Dolce Vita Tejo. A paisagem urbana daquele espaço é um salmo ao " Quinto Império das marquises". Ainda que aquele templo seja dedicado ao deus menor do consumo, prova-nos que havendo um deus e gente comungando uma crença fundamental, o quinto império pode ser mais do que uma utopia quinhentista.


Cumprimentos deste seu leitor. Leio-o sempre. Nem sempre concordo. Julgo que estas diferenças, devem-se a sermos de famílas políticas diferentes - com todas as diferenças que habitualmente as nossas opções políticas acarretam se forem tomadas em consciência com o nosso passado e com as nossas expetativas para o futuro. Mas esta crónica do "Quinto Império entre marquizes" foi na moche, caro Henrique, foi na moche.



quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pelas serras da Amadora...

Hoje resolvi conhecer a Necróple de Carenque, situada no concelho da Amadora.




Depois de ter visitado o local, subi mais um pouco até encontrar um agrupamento de 3 moinhos em ruínas.




Um dos moinhos tinha junto dele um marco geodésico que assinala o ponto mais elevado de um local. Fui até esse local e fiquei admirado com a amplitude da vista. Poderia ver a Oeste o mar da palha (Seixal, Alcochete,...) e a Oeste, a Serra de Sintra. A Norte, dislumbra-se todo o Vale de Loures e a Sul, a ponte 25 de Abril e lá por trás a Serra da Arrábida.







Nunca pensei que na Amadora existisse um local assim. Aconselho o passeio, enquanto "Betão", que avança já atrevido, não destruir este desanuviante panorama.

Links interessantes: ARQUA - Ass.Arqueologia da Amadora
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