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quarta-feira, 3 de junho de 2015

a propósito da espiritualidade

O homem da segunda fila  perguntou: “Quando mataram Deus para criar o Super-Homem Nietcheziano, não começámos todos a ficar egocêntricos ? Não seria Deus o que nos reunia a todos ?  E o Espírito Santo, esse terceiro elemento que nos torna irmão do outro, o que ganhámos em  torná-lo omisso no nosso pensamento ?”

O escritor com oitenta anos respondeu: “Não devemos perder a espiritualidade. Isso é fulcral. Mas há um conjunto de regras que tentam instrumentalizar politicamente essa necessidade com as quais eu não concordo. Quem me obriga a seguir regras, se quero apenas encontrar Deus ? Respondi à sua pergunta?”


O homem da segunda fila respondeu: ”Muito obrigado, senhor escritor. Claro que sim.”. 

Contudo ficou a pensar: Como é possível exercer a espiritualidade sem religião ? Não será demasiado insolente da parte de um indivíduo descartar um culto que se renova, uma instituição que se adapta e dissemina, ao longo dos séculos um caminho para o transcendente ? Certamente, que o escritor teria também morto Deus e nunca mais o encontrara. Nem sequer o seu corpo morto debaixo de alguma memória, sentimento ou aflição.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Um ídolo de medo

"Temos de fazer um ídolo do nosso medo, e chamá-lo de Deus." - palavras do Cavaleiro Anthony Block em "O sétimo selo" de Ingmar Bergman.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

A árvore da vida





Entre este blog e o filme de Terence Malik há mais que uma simples parecença de títulos. Apesar das óbvias diferenças de formato, há uma ideia comum: Uma ponte entre criador e a  sua criação, entre o Pai e o Filho  e entre Deus e as leis do universo.

Como na experiência documentada no filme, a relação entre o criador e a criação nem sempre resulta num final feliz e numa vivência fácil. Existem  leis, sensibilidades e culturas que impoêm limites e angustias. No final, o pai humano revela-se frágil. Enquanto, o pai divino revela-nos uma proposta de sentido para a vida. Por outro lado, os homens têm a possibilidade de perdoar. Enquanto a Deus apenas resta a obrigação de fazer cumprir a sua lei.

O filme pode ser simples, tão simples que  roça o ingénuo. Ou por outro lado pode levar-nos a perguntas e ligações complexas. Uma coisa é certa: Uma grande realização, fotografia e actores de grande valor. O argumento que parece curto, torna-se, em determinada perspectiva, na história do Universo.

Se quiser  sentir, durante curtos minutos, a sensação de nascer outra vez, não perca esta oportunidade.





The Tree of Life (titulo original)
 
 Director: Terrence Malick


Argumento: Terrence Malick

Actores:Brad Pitt, Sean Penn and Jessica Chastain

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O rosto de Deus

Quantos rostos tem Deus ?
Valerá a pena correr o risco de os revelarmos ?
Não correremos o risco de nos enganarmos ou desgastar o seu mistério?
Cada homem, povo ou religião terá as suas respostas e perguntas.
 
Este local que vos mostro através de uma foto que tirei durante a primavera, é para mim um rosto de Deus. E se não for o rosto dele, é pelo menos a sua imagem refletida no espelho da terra.


Local: Vale de Idanha (Rio Erges) - Freguesia: Salvaterra do Extremo - Concelho: Idanha-a-Nova - Distrito: Castelo Branco

Outro pormenor mais a jusante:


Local: Garganta no Rio Erges (perto da Fonte da Ribeira) - Freguesia: Salvaterra do Extremo - Concelho: Idanha-a-Nova - Distrito: Castelo Branco

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um encontro






Por mais que lhe tentemos fugir, o destino se encarrega de marcar um novo encontro com Ele. De nada vale negá-lo definitivamente, ainda que momentaneamente, e sem má fé, achemos conveniente fazê-lo – como o apóstolo Pedro o fez.

Enfrentemos a sua verdade, onde quer que ela esteja: No sagrado, no mistério ou na ciência. Sendo esta última hipótese, aquela em que acredito que Ele guardou os seus eternos desígnios.

Todos os caminhos para Deus são apenas começos, partidas para uma viagem que só cada um de nós conhece intimamente a direcção e o sentido.

Senhor, sei que estás no amor do filho, no companheirismo da mulher ou nos instintivos olhos dos animais. Afinal, tu não escondes o teu rosto!

Encontramos-te com maior facilidade nos momentos difíceis e por isso te chamamos Pai. Queria encontrar-te também nos momentos felizes. Juntar a palavra Deus e Alegria, devia ser a nossa obrigação para ti, Senhor. A alegria nos momentos difíceis é a maior celebração da fé. A felicidade é ténue e jamais encontrei com clarividência a sua presença na realidade. A alegria, sim. Está contigo por todo o lado: nos cumprimentos matinais, no salutar humor, no trabalho e na vitória.

Tenho a certeza que quando acreditarmos na alegria de Deus entraremos de mãos dadas, cantando, pela morte adentro.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

A Voz

O silêncio é a voz de Deus. Por isso, não digo mais nada. Apenas recomendo uma obra emblemática: 4'33'' de John Cage. Façam favor de não a ouvir:

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