Do amor, existem dois tipos: o egoísta e o generoso. O primeiro controla, exige, é reflexivo, ou seja, ama e espera ser amado. Este amor egocêntrico cresce quando o amado se assemelha, prolonga ou complementa o amador. O segundo, o generoso, liberta, arrisca, ama independentemente de ser amado e sobretudo aceita e compreende que amar assim implica um sofrimento proporcional.
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Do amor
Do amor, existem dois tipos: o egoísta e o generoso. O primeiro controla, exige, é reflexivo, ou seja, ama e espera ser amado. Este amor egocêntrico cresce quando o amado se assemelha, prolonga ou complementa o amador. O segundo, o generoso, liberta, arrisca, ama independentemente de ser amado e sobretudo aceita e compreende que amar assim implica um sofrimento proporcional.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Compreensão e silêncio
Ontem durante um programa biográfico sobre Angela Merckel na RTP3, citava-se a frase de Maquiavel relativamente ao chefe político: "Muitos o vêem, mas poucos o entendem". Não me parece que sejamos todos o "Príncipe" - obra de onde foi extraída a frase. Parece-me sim que todos nós devemos em parte sentir essa incompreensão dos outros.
Acredito que a maior esperança dos incompreendidos seria a existência de alguém que os conhecesse e compreendesse profundamente. Tenho fé na existência dessa entidade. Se esse alguém poderoso e caritativo nos compreendesse, poderiamos então abandonarmo-nos à nossa íntima vontade.
A boa nova é que, por via dessa entidade que chamamos Deus, essa compreensão misteriosa (omnisciência apenas parcial e profundamente subjetiva) acaba por acontecer pontualmente entre nós - criaturas instáveis sobre o conhecimento do outro.
E como podemos provar esta compreensão? O maior argumento, creio, está na força do seu silêncio. Sim, quando nos calamos tranquilamente diante do outro para o ouvir, inicia-se este milagre da compreensão.
Acredito que a maior esperança dos incompreendidos seria a existência de alguém que os conhecesse e compreendesse profundamente. Tenho fé na existência dessa entidade. Se esse alguém poderoso e caritativo nos compreendesse, poderiamos então abandonarmo-nos à nossa íntima vontade.
A boa nova é que, por via dessa entidade que chamamos Deus, essa compreensão misteriosa (omnisciência apenas parcial e profundamente subjetiva) acaba por acontecer pontualmente entre nós - criaturas instáveis sobre o conhecimento do outro.
E como podemos provar esta compreensão? O maior argumento, creio, está na força do seu silêncio. Sim, quando nos calamos tranquilamente diante do outro para o ouvir, inicia-se este milagre da compreensão.
terça-feira, 15 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Aprender a passar
Olho o céu e vejo as nuvens passar. Também nós passamos como elas e sem deixar grande rasto. Antes delas passaram muitas outras e depois delas muitas outras passarão também. Quem se importa com elas ou quem no futuro se importará connosco ?
Porque damos então tanta importância ao nosso futuro, se ele não tem importância nenhuma, assim como as nossas insignificantes vidas ? Preocupemo-nos também, em cada ato ou palavra, aligeirar o caminho dos outros, porque ele é tão duro e agreste como o nosso.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Alerta
E se os outros te pedirem para te tornares uma má pessoa ? E se te coagirem ? Os soldados devem sentir a mesma angústia quando lhes pedem para matar outros soldados.
A alguma experiência que tenho, diz-me que não devemos ceder um milímetro ao mal e nem sequer podemos mais tarde evitar o seu retorno.
A alguma experiência que tenho, diz-me que não devemos ceder um milímetro ao mal e nem sequer podemos mais tarde evitar o seu retorno.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Para que serve a arte ?
"Arte persuade-nos a afastar da mecânica, para nos
aproximarmos do milagre. A chamada inutilidade da arte capacita-a do seu poder transformador. A arte não é parte
da máquina. Ela pede-nos para pensar de forma diferente, ver de maneira
diferente, ouvir de forma diferente e, finalmente, a agir de forma diferente –
onde reside afinal a força moral. Ruskin estava certo, embora pelas razões
erradas, quando ele falou sobre a arte como uma força moral. A arte não é o bom comportamento -Quando foi a última vez que viu um milagre comportar-se bem? A arte torna-nos pessoas
melhores, porque eleva-nos no sentido da nossa plena humanidade, e a humanidade
é, ou deveria ser, o oposto polar do meramente mecânico. Nós não fazemos parte
da máquina, mas nos esquecemos disso. A arte é a memória - o que é bem
diferente de história. A arte pede que nos lembremos de quem somos, e,
geralmente essa pergunta surge como uma provocação - é por isso que ela quebra as regras e os tabus, e ao mesmo tempo é uma força moral."
De Jeanette Winterson || Tradução livre de Luís Palma Gomes
De Jeanette Winterson || Tradução livre de Luís Palma Gomes
![]() |
| A escritora Jeanette Winterson |
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Hércules e os mortais
"Os doze trabalhos de Hércules eram ninharias comparados com os que vizinhos meus têm empreendido, porque aqueles eram apenas doze e tiveram um fim, ao passo que eu nunca pude ver esses homens matarem ou capturarem monstro algum, nem sequer acabarem qualquer trabalho. Além disso não têm um amigo como Iolas para queimar com ferro em brasa a raiz da cabeça da Hydra; pelo contrário, mal uma cabeça é esmagada, duas brotam." - extraído de "Walden ou a vida nos bosques"
Henry David Thoreau - Sec. XIX
Henry David Thoreau - Sec. XIX
![]() |
| Alto relevo romano (séc. III AD), representando os 12 trabalhos de Hércules |
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Thoreau eterno.
"Os homens trabalham à sombra de um erro, lançando ao solo para adubo o que têm de melhor. Por sina ilusória, vulgarmente chamada necessidade, desgastam-se a amontoar tesouros que a traça ou a ferrugem estragarão e que os ladrões hão-de roubar. É uma vida de imbecis, como perceberão ao fim dela, se não antes." extraído do livro "Walden ou a vida nos bosques" de Henry David Thoreau - séc. XIX
domingo, 27 de janeiro de 2008
"Ganhar Menos, Viver Melhor"
Era bom que existisse uma solução política para pôr em prática esta máxima. Não me parece que a partir de um determinado limte, os nossos rendimentos nos permitam viver melhor. Grande parte dos rendimentos que ultrapassam esse limite relativo é gasto em pseudo-necessidades que criamos e cultivamos "ad eternum". Ficamos sem tempo para os prazeres gratuítos como, por exemplo, estarmos com mais gostamos. Por outro lado, nas bichas dos hipermercados, com carrinhos atolados de "tretas", nunca vi grandes manifestações de alegria ou felicidade. As expressões daqueles que se encontram nessas filas parecem-me quase sempre angustiadas ou ausentes.
Porém, a grande maioria dos portugueses estão abaixo desse limite. Logo o problema não se coloca em Portugal com a acuidade de outros paises mais desenvolvidos. Mas era bom que reflectissemos acerca disto, dessa pequena questão: Onde está agora o meu verdadeiro eu ?
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