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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Maria Teresa Belo

Já sentia por ela uma certa  ternura antes de a conhecer. Tudo porque ao ler "O elogio de Maria Teresa" de Ruy Belo, pressenti refletida naquele poema a dimensão de Maria Teresa Belo, mulher e mais tarde viúva do poeta. Depois conheci-a felizmente e pode confirmar e aumentar a consideração que tinha por ela, como mãe, professora e mulher do poeta Ruy Belo - condição que ela sempre abraçou com firmeza e determinação. Ontem soube que faleceu, depois de uma luta de seis anos com a doença. Sempre a vi porém animada e esperançosa. Foi hoje a enterrar em S.João da Ribeira (Rio Maior) juntando-se ao marido que ali jaz.  Em sua memória, transcrevo dois  versos do poema atrás citado que depois de os ler jamais os esqueci:

"Contigo fui cruel no dia-a-dia/ mais que mulher tu já és hoje a minha única viúva"

in "O elogio de Maria Teresa" do livro "Nau dos Corvos" de Ruy Belo


Dra. Maria Teresa Belo em sessão sobre a poesia de Ruy Belo
(Rio Maior, 15/5/2013) 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

uma vez que já tudo se perdeu













Que o medo não te tolha a tua mão
Nenhuma ocasião vale o temor
Ergue a cabeça dignamente irmão
falo-te em nome seja de quem for

No princípio de tudo o coração
como o fogo alastrava em redor
Uma nuvem qualquer toldou então
céus de canção promessa e amor

Mas tudo é apenas o que é
levanta-te do chão põe-te de pé
lembro-te apenas o que te esqueceu

Não temas porque tudo recomeça
Nada se perde por mais que aconteça
uma vez que já tudo se perdeu

Soneto de Ruy Belo.
Desenho de Vasco Barreto

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mais Belo

Em " A mão no Arado", Ruy Belo escreveu "Mas ó poeta administra sabiamente a tristeza". E ao deixar-vos aqui mais um contributo youtubesco ao mais proeminente poeta português da segunda metade do século XX, Ruy Belo, aconselho-vos a usar a melancolia com a devida parcimónia. Que foi o que Marilyn Monroe não fez num determinado momento da sua curta vida.

Poema dito por Luis Miguel Cintra



domingo, 16 de março de 2008

Villa Borghese - Roma


Na passada semana, visitei Roma e, recordando alguns versos de Ruy Belo, incluí, entre os meus longos passeios pela cidade, Villa Borghese.

O poeta que viveu durante dois anos em Roma, onde se doutorou em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, com uma tese intitulada «Ficção Literária e Censura Eclesiástica». Quando escreveu “Muriel”, onde aborda um possivel romance vivido ou imaginado em Madrid, lembrou-se do romantismo romano e do lugar de Villa Borghese, onde a natureza, o classicismo e a beleza se misturam.


Extracto de "Muriel":


"quando há anos nas manhãs de roma

entre os pinheiros ainda indecisos

do meu perdido parque de villa borghese

eu via essa mulher e esse homem

que naqueles encontros pontuais

Decerto não seriam tão felizes como neles eu

pois a felicidade para nós possível

é sempre a que sonhamos que há nos outros"
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