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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Desfocados

Desfocados, porque partiram cheios de ilusões, ou seriam certezas absurdas ? Eles olharam-se ao espelho. Não conseguiram distinguir a coisa do seu reflexo e arriscaram. Afinal, já estavam habituados a viajar nos jogos de consola. Logo, Barcelona, Amesterdão ou Taiwan que diferença faz para quem já lutou contra exércitos fantásticos sem vidas infinitas ? Eles ficaram desfocados, mas apenas nos olhos enrugados pelos ventos salgados que sobem o Tejo. Os meus olhos, claro.

Foto de Gonçalo Fonseca

domingo, 15 de dezembro de 2013

Desertos


Praia da Fonte da Telha - Inverno 

























Aos nossos pés, às nossas mãos, aos nossos olhos ou apenas avançando sobre o pensamento, os desertos abrem-nos as portas do silêncio. Entregues somente a nós próprios, tornamos-nos a única  fonte da vida,  onde Deus nos alcançará sem dificuldade. Ali, onde  quase nada vive, podemos descansar sem ruído, sem dor. Apenas com o destino insólito do sol rasante sobre a cabeça.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Salmo a uma rocha atlântica

Lembras-me um pináculo do mundo antigo,
defronte do qual um novo druida reza.
E quanta inquietação encerras em teu hirto saber ?
E quanta dignidade e solidão em ti perscruto,
ó filha bastarda de um continente dissoluto ?
Procuro-te desde sempre
- ainda que apenas o entenda agora -
e só encontro mais perguntas, diante do teu ignoto vulto.

Há em ti algo que começa e algo que acaba.

Há um moribundo que, por fim, estremece
e um nado novo que, em segredo, berra.
Será aqui que começa ou termina a Terra ?

Olhando o céu, interrogo-o mais:

A quem realmente pertence este altar
onde o mar desposa a serra ?
Será paraíso ou inferno
ou apenas punhado de pó esquecido
na hora sempre repetida da incrível Criação ?

Quem mo dirá ?

Quem sabe não responde.
Apenas um silêncio se traduz
no marulhar surdo das ondas.

Sobre a pedra,

o corvo marinho ensaia um voo
como quem tenta, inábil,
abraçar o horizonte entre as  suas asas.
Parece que leva, quieto e alçado,
sob as  patas
um continente cansado
ao encontro de um mundo novo.


Praia da Ursa - Azóia - Sintra



Praia da Ursa - Azóia - Sintra


terça-feira, 2 de abril de 2013

A Páscoa na Beira-Baixa

Tempo de Páscoa significa tempo de renascimento (ou ressurreição). A festa religiosa que celebra a paixão, crucificação e ressuscitação  de  Jesus entrelaça-se com o deslumbre pagão da chegada da primavera, do rebentar das folhinhas e do acasalamento das aves. E a vida, que à semelhança da mensagem pascal do "Novo Testamento", regressa depois da escuridão invernal (mortal).

Para contemplar ambos os fenómenos - o cristão e o pagão - escolho sempre uma aldeia profunda da Beira-Baixa, onde a natureza tem um esplendor tremendo nesta época do ano e as celebrações católicas são muito rigorosas, antigas e caraterísticas.

Por estes lugares, passou a história de Portugal: dos castros lusitanos ao romanos, dos castelos templários às invasões francesas. E há muitos apontamentos patrimoniais a toda estes lugares da história por toda a aldeia.

Uma verdade é para mim absoluta e tirânica: Salvaterra do Extremo (Idanha-a-nova, Castelo Branco) tem magia.

Aqui deixo algumas fotos que tirei durante a última semana.

Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km) - Propriedade Casa Pinheiro (?)

Quelha de Segura - Percurso pedonal (1,5 km)

Rio Erges (Afluente do Tejo) no Vale de Idanha, no sentido montante

Rio Erges (Afluente do Tejo) no sentido jusante.
 No cimo da elevação ao fundo, está edificada  Salvaterra do Extremo

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