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domingo, 30 de junho de 2019

O eucalipto

Passei pelo sítio exato  onde os meus avós viveram. A casa desapareceu há muitos anos atrás. Também já não vejo o grande eucalipto que lhe dava abrigo e enquadramento. Apenas o imagino como um foguetão, um cipreste dos cemitérios pronto  a descolar rumo aos céus numa noite qualquer, estrelada de preferência. Agora, resta apenas um prado de ervas altas, onde as carriças fazem os ninhos e criam a prole.

Ainda assim venho aqui sempre que posso, como aquela cria de veado que não se afastava do resto da carcaça da mãe, devorada por uma alcateia de lobos. Vi isto num documentário da National Geographic, gravado no parque natural de Yellow Stone e nunca mais o esqueci.

Felizmente, consigo reconstruir em palavras a memória deste lugar. Que outro animal o faria ?

Se calhar somos mesmo filhos de Deus ou trôpegos aprendizes para a criação de mundos. 

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