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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rosebud


Imagem do filme "Citizen Kane" de Orson Wells. 
A cena em que Kane conhece o preceptor que o levará para longe dos seus pais e do seu trenó "Rosebud".

"Rosebud" era o nome do trenó que o pequeno Kane ("Citizen Kane - Um mundo a seus pés" de Orson Wells) queria e perdeu. Esse trenó, que perseguiu em vão toda a sua viva, representava para ele o amor perdido dos pais e a infância hipotecada lá muito atrás numa manhã de neve. Sem saber exatamente o que realmente queria, lutou, enriqueceu e julgou que todos lhe queriam aquele amor  outrora perdido. Mentira. O amor não se compra. Quanto muito, troca-se.

Não seria exagerado afirmar que em cada um de nós sobrevive o espectro de um "Rosebud". Algo que perdemos e sabemos de antemão que nunca mais recuperamos. No entanto, essa coisa inacessível motiva-nos, dá-nos força para caminhar em busca de um trenó que nem sabemos onde estará agora. Esse espetro influencia as nossas escolhas, conduz-nos como se não tivéssemos vontade própria, nem arbítrio ou outras razões mais vitais para além de "Rosebud".

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