Restelo, 15 de junho de 2026
Estou cheio de sono. Acossado por uma consciência demasiado colada ao imediato: pequenas ameaças, imaginadas ou não, preocupam-me.
Porém, se não fossem estas, tenho a certeza de que outras encontraria para me afligir.
O mundo passa-me diante dos olhos aos solavancos e estremece-me os sentidos, como se viajasse por uma estrada esburacada, substrato fóssil das chuvas de inverno.
Talvez a melhor estratégia fosse rezar, acrescentar a mim essa disposição para aceitar, esperar, convocar os sentimentos capazes de conduzir à paz de espírito.
Por agora, porém, apenas precisava de dormir. Nada mais.
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