14/06/2026

Os sonhos

Os sonhos não são premonições. São fendas na parede por onde pássaros azuis escapam e nós, seduzidos ou curiosos, de qualquer forma sem remédio, corremos atrás deles. 

São Alice a entrar na toca do coelho, connosco pela mão. Depois o coelho desaparece e deixa-nos sozinhos naquele lugar, entre os nossos medos e as nossas ambições.

Nunca entendi porque chamamos sonhos às nossas aspirações mais auspiciosas. Não me lembro de ter um sonho desses. 

Os sonhos que conheço são cenários e guiões estranhos, por vezes inquietantes, e talvez seja por isso que me deixam uma sensação de asfixia lenta, mas constante, que só termina quando acordo.

Sem comentários: