São Alice a entrar na toca do coelho, connosco pela mão. Depois o coelho desaparece e deixa-nos sozinhos naquele lugar, entre os nossos medos e as nossas ambições.
Nunca entendi porque chamamos sonhos às nossas aspirações mais auspiciosas. Não me lembro de ter um sonho desses.
Os sonhos que conheço são cenários e guiões estranhos, por vezes inquietantes, e talvez seja por isso que me deixam uma sensação de asfixia lenta, mas constante, que só termina quando acordo.
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