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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Águas calmas

 As águas calmas da barragem fazem-nos cair num sono, numa miragem plácida, onde só o sossego parece prevalecer. Nas margens, o cheiro do poejo adoça-nos o palato através do seu odor. Alguns peixes assomam à superfície para caçarem os mosquitos que convivem em voos imprevistos e rasantes. O silêncio quebra-se de vez com o salto da carpa e o destino infeliz do insecto. São as águas calmas e opacas que nos tornam demasiado lentos e confiantes. Deixamos de fazer perguntas, porque ouvimos sempre as mesmas respostas. Não procuramos ver em profundidade. Queremos respostas rápidas, porque não podemos esperar. Preferimos não saber a verdade, ou seja, não nos apercebemos às vezes que a carpa se aproxima sorrateira para nos levar a luz e a liberdade.

1 comentário :

solfirmino disse...

Estão realmente nos calando aos poucos.

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