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domingo, 17 de maio de 2020

O diluvio da primavera

Hoje, no jardim do vento, tudo se aquietava como numa fotografia antiga. Os prados tinham engolido os canteiros municipais e uma águia reinava nas esquecidas rotas comerciais.

Ao longe, Noé refazia mais uma vez a Arca com tripas e peles de um tanque de guerra abandonado. Enquanto um cavalo alado com asas de cotovia esperava calmo pelo fim da empreitada bíblica.

A Este, um rumor se agigantava. Era o diluvio da primavera que se anunciava, caudaloso e imparável, como um delírio sagrado. 

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