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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Negro

É preciso fazer  um luto
para sair da sombra que foi sol
e feneceu no fim da planície,
onde os anjos arrumaram os instrumentos dourados
e saíram pela porta dos fundos sem glória.
Calaram-se os cânticos
e a planície parece outra vez um painel de azulejos
sem movimento aparente.
Convoco os suicidas para dizer-lhes que não vou com eles:
Sylvia Plath, Antero e Manuel Laranjeira
peço-vos desculpa, mas gosto de rebolar na terra
ainda que seja comprovadamente um acto indigno

É urgente fazer um luto da primeira vida
e entrar de mansinho na segunda.

Au revoir, mes ennemis

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