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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Mónica e o desejo

É verdade que foi uma descoberta serôdia aquela que fiz através dos canais-cabo da TV Cine. O que descobri foram alguns filmes do realizador sueco Ingmar Bergman.
Este realizador que inicia a sua formação em Teatro, inspira-se nele quando transporta para a sétima arte a beleza dos planos, o trabalho de luzes, a força das personagens (muito bem definidas, aliás.) e um conjunto de temáticas muitos especiais que me parecem devidas ao facto do seu pai ter sido pastor da igreja protestante.

Ontem, televisionei "Mónica e o desejo"(1953). A personagem que intitula o filme entre e sai do filme como um leitmotiv que arrasta atrás de si  o sentimento tão humano do desejo. O desejo está tão fortemente concentrado naquela personagem e a sua habilidade para alcançar o objeto desejado é tão tosco que arriscaria a chamar a este filme "A Madame Bovary, segundo Ingmar Bergman".

Mónica - ao contrário do seu companheiro que estuda engenharia para construir o devir - surge sempre incomodada e inconformada com a realidade, o que a leva a uma constante condição de nómada. Entra na narrativa e sai igual, como se a sua insatisfação fosse um indomável monstro que vive sem coito pela vida fora.

Atriz Harriet Andersson

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