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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Recensão poética de "Tojo" de Miguel-Manso

Deixas que arda
debaixo da pulsação dos astros,
as camadas geológicas da tua pele.

Junto do desfiladeiro,
tomas, como teu, o transe de um xamã
que recita de um  mapa longínquo,
itinerários caminhados para os outros.

Retalhos são retalhos.
O teu poema apenas os semeia,
desperta e tolhe com a foice de uma noiva,
enquanto a primeira luminescência
se advinha
três polegadas antes da origem da luz.

Sim,
os teus poemas são retalhos
presos por fios de letras & giz.

O poeta Miguel-Manso

"Tojo" de Miguel-Manso - Ed. Relógio D'Água

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