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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Gacela del amor imprevisto
















Nadie comprendía el perfume
de la oscura magnolia de tu vientre.
Nadie sabía que martirizabas
un colibrí de amor entre los dientes.

Mil caballitos persas se dormían
en la plaza con luna de tu frente,
mientras que yo enlazaba cuatro noches
tu cintura, enemiga de la nieve.

Entre yeso y jazmines, tu mirada
era un pálido ramo de simientes.
Yo busqué, para darte, por mi pecho
las letras de marfil que dicen siempre,

siempre, siempre: jardín de mi agonía,
tu cuerpo fugitivo para siempre,
la sangre de tus venas en mi boca,
tu boca ya sin luz para mi muerte.

de Federico Garcia Lorca do livro 'Diván del Tamarit'


Tradução

Ninguém entendia o perfume 
da obscura magnólia do teu útero. 
Ninguém sabia que  martirizavas 
um beija-flor de amor entre teus dentes. 

Mil  cavalinhos persas adormeceram 
na praça com a lua da tua fronte, 
Durante quatro noites eu abracei 
a tua cintura, inimiga da neve. 

Entre gesso e jasmins, o teu olhar 
era um ramo pálido de sementes. 
tentei dar-te, pelo meu peito 
as letras de marfim que dizem sempre, 

sempre, sempre: jardim da minha agonia, 
teu corpo fugitivo para sempre, 
o sangue das tuas veias em minha boca, 
tua boca já sem luz para a minha morte

De Luís Palma Gomes

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