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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Às quatro da madrugada

Agora sei e sinto como toda a casa expira e inspira: O frigorífico, as paredes e até o gato que me vigia incrustado às macias almofadas do sofá,  como se de um fantasma consentido se tratasse. Ouço o bater do velho relógio e cada segundo marca o preço da eternidade que homem nenhum pode pagar.
Lá fora a noite esvai-se por um ralo ainda acordado, escoando-se num vórtice  a caminho de um oriente qualquer. E, em segredo, escrevo todo este rumor silabado pela insónia.



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