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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Inside Llewyn Davis ou "O direito à ilusão"



Inside Llewyn Davis (A propósito de Llewyn Davis) é um manifesto do direito à ilusão. Numa história circular, onde a metáfora de Ulisses regressado a Ítaca transporta-se para o homónimo gato e para o próprio Llewyn, demonstra que o talento (Inside) e a personalidade de um homem determina o seu destino independentemente do seu sucesso. Llewyn acaba por aceitar o seu fado, a sua cidade (Nova Iorque) e a relação áspera com aqueles que o rodeiam e que o acham, cada um há sua maneira, um falhado especial. O gato que acompanha a história é um alter ego do músico, conotando a personagem com a eterna mística dos gatos: Orgulhosos, independentes, mas demasiados frágeis para se imporem. Digamos que à semelhança dos domésticos felinos, Llewyn também é apenas tolerado, como um animal de estimação,  por todos aqueles que lhe querem algum bem.Deixam-no inclusivamente dormir no sofá, como aliás também se faz  aos gatos caseiros.


 A música Folk é o pano de fundo. A seleção da banda sonora e a forma natural como as musicas vão acontecendo, ora como um canto órfico de Llewlyn, ora apresentadas com o travo de humor amargo e vulgar, é simplesmente genial. Só por ela, vale a pena assistir a esta fita.

Inside Llewyn Davis é um filme (levemenete) hollywoodiano dentro do espetro independente dos Cohen, como narrativa que nos deixa a sonhar e com vontade de aprender a tocar violão para pedir esmola na estação do Marquês. Tudo o que este filme apresenta é irrepreensível: Atores, banda sonora, argumento, fotografia, realização.


Só posso dizer outra vez: Obrigado, irmãos Cohen.


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