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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Shiva e a Destruição


A religião hindu é composta por uma miríade de Deuses. Existem contudo três divindades principais: Brama (O criador), Vixnu (O preservador) e Shiva (O destruidor).

O conceito do deus-destruidor não existe no âmbito da teologia cristã. Porém, quando pensamos num ciclo renovador a caminho do Nirvana, faz todo o sentido que alguém tenha o dever divino de destruir para que algo de novo possa nascer no seu lugar. Afinal, é muitas das vezes esta a lei da natureza animal ou vegetal.

Imbuído provavelmente neste espírito de aceitação da morte, escreveu assim um poeta italiano, Peter Barone, que se radicadou, desde os anos 60, nos Estados Unidos da América:

Destruição

Sufrágio da Destruição.
Razão da Renovação.
És o demónio mais antigo.
Dou-te o meu culto e o meu toque.
Personalizo-te.

Sozinho no teu espectro, sinto a trompa da vida
a ecoar sobre o oiro da minha existência.
A ti suplico-te que destruas e renoves,
que me mates, se já não fizer sentido.



Peter Barone

Newark - NJ - 1973

1 comentário :

Carla Espada disse...

Gostei muito do poema e de facto a natureza é assim, algo está sempre a nascer e a morte é apenas uma etapa. Nós é que complicamos muito.
Os hindus têm uma visão mitológica da vida, mas acaba por ser mais real que os dogmas do catolicismo

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