O terrível não é quando os anjos surgem na sala, como me assombrou Rilke na sua primeira Elegia. O terrível é passarmos por um carreiro de formigas, na charneca seca, sem nos perguntarmos o que pensarão elas quando se cruzam e confidenciam os seus pequenos segredos, com as anteninhas a dar a dar.
E, no entanto, o mistério estava ali, debaixo dos nossos pés.
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