Acho que repito Torga, mas em pequenino e sem génio. Um livro de contos, poemas, peças de teatro, algumas memórias a ver. Talvez me falte a sua teimosia, o seu mau feitio — ou talvez até o tenha, mas sem coragem para o assumir.
Hoje em dia é mais fácil ser Miguel Torga, em algumas componentes da sua vida. Vivemos mais fechados, em bolhas. Mas, em vez de solitárias caçadas pelas serranias do Marão, caminhamos sentados, de controlo remoto na mão, à procura de uma série na televisão.
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