Para lá do que se vê, por detrás da superfície, o que existe de essencial?
A língua e, através dela, uma forma de pensar. Mas, mais do que na língua, é no relevo, na orografia, ou mesmo na insularidade, que me parece desenhar-se a ideia de lugar.
Talvez por isso os filhos dos emigrantes (falantes de outras línguas) regressem de férias a estas aldeias no meio das montanhas e não me pareçam assim tão diferentes dos autóctones que nunca daqui saíram.
Talvez sejam apenas um pouco mais desconfiados, carregando a falsa culpa de terem abandonado estas montanhas, quando, na verdade, foram as montanhas que os abandonaram.
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