Mas tu, não.
Andas sobre as águas,
calça arregaçada,
molho de redes ao ombro,
os peixes olhando de baixo para cima,
o teu sortilégio.
Perguntam entre os demais
como é possível haver um homem assim,
capaz de caminhar sobre a liquidez do lago,
sem espada nem lei, sem terra sequer.
Como é capaz
um homem ser pobre por vontade própria?
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