13/07/2026

O que ficou do mar



É impossível lembrar-me agora

de todas as praias, de todas as vezes

em que as ondas se entrepunham,

mais ou menos redondas,

entre mim e o horizonte.


O que ficou

foi apenas a sensação gelada;

quanto muito,

o frescor dos salpicos,

o abraço que dei então ao mar,

como se ele fosse

um irmão

acabado de chegar

do outro lado do mundo.


2 comentários:

Graça Pires disse...

O mar é mesmo um irmão que devemos abraçar com o cuidado necessário porque pode atraiçoar-nos. Lindo, o poema, meu Amigo Luís.
Desejo que esteja bem.
Um abraço.

carlos perrotti disse...

En cada verso queda expuesta tu extrema sensibilidad...