Desculpem as coisas.
Não eram apenas substância antes de alguém lhes dar forma?
A culpa, se culpa houver, é do oleiro, do molde, da mão humana, desse desejo em tomar a lava, grito magmático, sulfuroso ainda, e dar-lhe uma ordem exata, um uso tão temporal como a palavra agora.
Os gatos, os peixes e mesmo os pássaros do outro lado da janela raramente dão forma a qualquer matéria.
Um ninho, talvez, ou uma leve ladeira para esconder as fezes, uma arena estranha fazem os peixes, sem utilidade aparente.
A cidade é diferente: é uma vontade, estrutura memorável mas afinal epidérmica, sobre um animal devorável / adorável.
2 comentários:
"o molde da mão humana". É esse o ofício das mãos, dar forma ao que pode ser moldado.
Desejo que esteja bem.
Eu estou bem. As minhas ausências devem-se aos imensos exames médicos que tenho programados, entre os quais se inclui operação às cataratas com toda a preparação necessária.
Obrigada pela preocupação.
Uma boa semana.
Um beijo.
Lo inanimado en busca de sustancia de alguna manera logra la forma... Igual con los versos que paladeas o garabateas. El hecho poético existe en busca del Poeta...
Abrazo admirado!!
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