Escondeste-te onde não há pão, muito menos vinho; onde palavras como espírito ou alma perderam qualquer sentido.
E, se saíres desse abrigo, sabes de antemão que derivas por aí em múltiplas diligências que te foram entregues como urgentes.
Talvez sintas, de forma superficial, que preparas a casa ou a enfeitas para um Natal distante, que navegas pelo mundo, quando apenas vais de estação em estação pela linha de Sintra.
Nada, porém, te faz erguer os olhos para o sol que renasce atrás da colina, para a jovem ave que pula de galho em galho, para a nuvem que se alonga e te revela a impossibilidade de ser teu o quer que seja.
E, ainda assim, tens a tentação de julgar definitivo o que é apenas fortuito, a audácia de te contares entre os vivos, mesmo que não saibas explicar porquê.
3 comentários:
O ser humano é complexo...
Tudo de bom.
Sentir es suficiente riqueza, sabio Poeta, y poder trasladarlo al papel o comunicarlo apenas con la voz...
Abrazo admirado.
...suficiente riqueza que no cualquiera tiene...
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