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terça-feira, 3 de julho de 2018

Praia

despertei o que não sabia calar
e mais nada me resta, senão
caminhar
com a maçã de adão entalada
entredentes
ao encontro do sol
que cai insustentável por detrás do mar

sei então o que é o silêncio:
o frémito das  asas das aves
voando em  bando
para onde o céu teima em desaguar
para onde corre aquele rio que não sabe parar

2 comentários :

Paris Toujours disse...

continua a caminhar.
o sol aquece a alma
a rebentação das ondas refresca o espirito.
que bom é o silencio do voo das aves,
que bonito é vê-las em bando
alguma coisa estará guardada nesse caminho
as águas vão e vêm, as marés mudam

Luís Palma Gomes disse...

Que bonito. Obrigado, amiga. Estava a precisar de esperança.

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