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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O abrigo

Em memória de António Queiroz Lopes

Onde havia eu de abrigar-me
das chuvas frias, das noites húmidas
que atormentam meu estro tão cansado como o vosso ?

Onde esconder, ó defuntos,  os vossos ossos
que se encaixam já nos os meus ?

Creio que seguindo o vosso rastro, Senhor,
chegarei ao abrigo, ao lastro da  humanidade toda
- esse lugar onde um ar rarefeito se eleva às grutas.
 desce às nuvens,
e percorre livre as pradarias das covas escuras.

Ai deixará de haver passado ou  futuro,
apenas um rio desaguando nos confins do início
e uma paixão escondida entre duas eternidades.



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