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terça-feira, 7 de junho de 2016

Anjos cadentes

Tenho uma mala castanha
e inexplicável
chamada Deus.
Quando a abro,
tenho tudo o que preciso.
Até o infinito arrumei por lá.
Abro-a para orar três vezes ao dia.

Depois fecho-a
e retomo a angústia alucinante da queda livre.


2 comentários :

Luis disse...

sei que essa tua mala faz bem
e sou uma pessoa que tem a ideia de querer o bem
e no entanto não consigo querer essa mala

teria graça, se fosse para ter graça

Luís Palma Gomes disse...

Caro Luís, Não negues um caminho antes de caminhares por ele. A "mala" tem lá dentro uma viagem interior, ninguém a não ser o caminhante pode falar dela.

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