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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Dos gregos

Metade dos nossos ossos
borbulhando como templos gasosos

A outra metade,
escoando-se nas pegadas
que Pégaso desenhou na argila

Serão os homens, deuses
ou os deuses, homens ?

Estátuas, poemas e cuidadosas figuras,
movendo-se de vaso em vaso,
lembram almas de gesso em pano cru.

Ao fundo, as trevas estreladas por ilhas,
enquanto um túnel de sol
desvanece num sono, num desmaio,
para quando acordarmos, trajados de faunos,
Atena seja já um anjo,
iluminando a impávida ignorância dos remadores.


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