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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Um problema ontológico

           ao Miguel-Manso

O poema é a parte do silêncio
que não coube na caixa negra do esquecimento,
transbordou por entre as frestas dos dedos
e ouviu-se cair no vazio
que se instala entre os pingos da chuva.

O poema é o que ficou do retrato
depois de recortado o rosto.

O poema é o big bang do instante,
expandindo-se pelo infinito do  balde
que uma criança loura levou para  a praia.

O poema é só isto.


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