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domingo, 23 de fevereiro de 2014

A mais leve inquietação

A inquietude das formas
lembrando-nos que o rio que passa
é um peixe que quer ser ave,
é uma ave que quer ser vento,
é o vento que quer ser a vela do moinho
rodando em círculos e mais círculos
como se fosse um ritual de pão.

E de súbito,
tudo se sustém,
tudo aguarda, quieto,
a fotografia de um anjo
que passa apenas passando
e ao passar nos deixa
a sensação estranha de não haver nomes,
nem tempo, nem sequer o sol
(esse supremo grão de areia,
seguro entre os dedos de outras estrelas)
mas apenas um resto de brisa
saído de um desfolhar  de pétalas.

2 comentários :

Paris Toujours disse...

muito bonito.
na minha opinião, são doces palavras.

Luís Gomes disse...

Foi escrito no Olimpo de Queluz, ou seja, no Palácio de Queluz.

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