Ontem quando cheguei a casa à noite, um grupo de rapazes negros falavam alto, trajando as suas roupas "afro-urbanas", junto ao meu prédio. Mais ao lado, sentada num degrau de acesso ao pátio, a mãe deles lia histórias a outra filha. Tive em poucos minutos sentimentos contraditórios. É humano. Eram os meus vizinhos do 1º andar. Tinham ficado sem chaves e esperavam provavelmente que alguém as trouxesse. Acontece-me muito esquecer-me das chaves também.
21/10/2013
14/10/2013
O abraço
Naquele dia singelo,
Ela abraçou a árvore
Como se da noite viesse
E
regressasse, fértil, à vida.
10/10/2013
A moura - a leitura
Ontem surgiram tantos atores e curiosos para a leitura de "A moura" que alguém disse que parecia a reunião geral de uma novela. Foi apenas uma primeira abordagem efetuada com as características das primeiras vezes. Julgo também que para a maioria dos presentes - e apesar do avançar da hora - foi também amor à primeira vista. Conclusão: A moura funciona. Precisa de eventuais ajustes para ganhar algumas dinâmicas e ritmos. Mas tem um motor de vinte e tal atores, tracção aos quatro atos e um bom final - diria bonito e poético. Obrigado a todos os que saíram de casa para ficarem mais mouros.
Próxima sessão de trabalho: 16 de outubro de 2013 - Local: TPN
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