Nada marcas do que se passa em teu redor.
Talvez saibas que o rio não retorna aqui. E mesmo que retornasse, não o reconhecerias, nem ele a ti.
Porque o tempo e o lugar são a mesma coisa, o mesmo encontro ou desencontro.
Se, porém, a corrente fluísse da foz para a nascente,
verias, submersos e informes,
os corpos jazentes dos teus entes queridos,
regressando apócrifos.
Devias por isso guardar
numa caixa de sapatos
algumas fotografias antigas.
Talvez assim,
tu e o rio se reconhecessem.
2 comentários:
Um rio contém águas tão fundas sob o nosso peito que adormecemos com sede...
Desejo que esteja bem.
Um abraço.
Un río de tu atemporal poesía...
Abrazo admirado amigo!!
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