O dia está tão claro, parece-te.
No entanto, refreias a tentação de descer até à praia.
E fortificas-te dentro da bolha de sabão,
flutuando ao sabor do acaso, imaginando o tráfego,
as dores num hospital das redondezas.
Crês na ilusão de que,
por detrás dessa parede de água e sabão,
ninguém te poderá comer até ao caroço,
como se fosses uma nêspera.