Fazes-me tanta companhia, como um relato de futebol, num domingo à tarde, há cinquenta anos.
Uma telefonia bastava para que nos sentíssemos acompanhados. Lembro-me como se fosse hoje: nesse dia ganhámos ao Benfica por um a zero.
O Bento estava na baliza deles, e eu julgava-o inultrapassável. Mas o lateral-esquerdo, um negro barbudo chamado Alberto, lá me deu essa grande alegria.
Ao teu lado, gatinha, sinto o mesmo conforto que senti nesse golo marcado ao magnífico Benfica.
Chamemos-lhe a vitória dos pequenos
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