a tampa da caneta baloiçando sobre a mesa verde.
O ruído da mota lá atrás, a paisagem sonora,
ora perto, ora fora, ora em movimento,
aproximando-se e afastando-se ao mesmo tempo,
como uma daquelas peles de cobra onde escreviam os antigos,
palavras que se desenrolam, ondas de mar,
arrebentando na praia,
ao pé dos ouvidos, da boca, ou apenas da memória,
essa praia dos sedimentos que vão ficando,
moldados como castelos de areia do tamanho de uma maré.
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