(Ou será ele que te toma na sua atenção?)
Ele olha-te de frente, olhos nos olhos,
sendo o que realmente é.
Tu, porém, não o suportas:
baixas a cabeça
e procuras, sem ambição, a tua sombra.
Repara na adoração
que as flores lhe dedicam;
nos girassóis como gatos,
caçando-lhe os raios
em redor das janelas da casa.
Se, quando o Sol morrer,
morremos com ele,
como podes negar-lhe a divindade
sem cometer a arrogância
do peixe que salta do rio para o prado.
3 comentários:
Podia dizer que "O Sol não é substituível.", mas preferi dizer assim.
Luís,
que texto luminoso… é como se cada linha viesse banhada de sol, chamando a gente para levantar o rosto e aprender a olhar mais alto. Há algo de sagrado nesse convite essa ideia de que fugir da luz é também recusar um pouco da vida.
Que em 2026 a gente tenha coragem de encarar o Sol, de frente, como você diz olhos nos olhos sem medo do brilho, sem medo da própria sombra. Que seja um ano de adoração simples, como os girassóis, e de fé quieta nas coisas que sustentam o mundo.
Feliz Ano Novo, Luís!
Que o novo ciclo seja claro, quente e divino no melhor sentido: cheio de sentido para a alma.
Abraço
Fernanda
Reflexivos versos, Poeta!!
Feliz Año 2026. Abrazo también Feliz!!
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