Podes escapar com vida ao inverno,
à ponta incandescente do verão,
às diligências notáveis para suportar o ninho:
com tantos galhos para lá pôr,
com a garganta dos filhos sempre à espera do verme.
Podes sobreviver com dignidade às paixões,
aos inesperados becos, aos cruzamentos incertos.
Podes até mesmo errar e voltar ao caminho certo,
ou a outro qualquer que alguém escolheu por ti.
Mas não irás escapar ao abraço caridoso da noite,
ao delicado gesto de quem fechar os teus olhos para sempre.
1 comentário:
Mesmo que pareça que sim, não escapamos a nada do que nos está destinado. Mesmo que a fuga se faça grito ou voo, ou tão só um gesto delicado de quem que nos oferece o olhar para não ficarmos sós.
Desejo que esteja bem.
Um beijo.
Enviar um comentário