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segunda-feira, 17 de maio de 2021

A prenda

A caneta que me deste quase secou. Apenas escreve frases incompreensíveis e corruptas.
Quando me a ofereceste, escrevia de forma infinita e luzidia. Se   naquele tempo, a prenda selava a nossa amizade, agora julgo-a apenas uma daquelas cambalhotas que os periquitos fazem nos poleiros ou  uma teia de aranha para apanhar moscas. Infelizmente o tempo ora distorce a nossa percepção, ora a torna mais nítida. O que para o caso pouco importa.


Entre as poucas palavras que  ainda  escreve, todas me lembram que caminhamos  os dois, à semelhança da caneta,  para a inutilidade total.

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