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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Reflexão: um pacto nobre

Foto de Fátima de Castro em Salvaterra do Extremo

Por detrás das quelhas, velhos muros de granito, distribuem-se os animais domesticados: ovelhas, cabras, porcos e cavalos. Meia dúzia de cães guardam-nos, cumprindo o ofício. Ao passarmos, os herbívoros correm ao nosso encontro. Esperam guloseimas que por hábito lhes levamos: restos de fruta, ervinhas tenras e, com sorte, uma ou outra cenoura. Os eleitos deste ano foram dois cavalos. Guardados longe da aldeia ainda não percebemos quem os cria e por quê?

 Os cavalos foram símbolos de poder durante muito tempo. Agora, já pouco dizem ao homem urbano. A sociedade troca de símbolos de vez em quando. Os sinais são mais perenes: um grito ainda é um grito e um trovão, um trovão. Os cavalos, como símbolos de poder, tornaram-se miniaturas prateadas numa famosa marca de automóveis. Os equídeos de carne e osso são mais discretos ou raros. Lembram-nos porém um pacto nobre que fizemos há muito com eles. 

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