As manhãs são plácidas, como girassóis.
Dois pequenos mosquitos trepam as vidraças,
como quem escala a luz.
Devem sentir a mesma felicidade que nós
quando contemplamos as estrelas
nas noites de verão.
Passa o comboio outra vez.
O dono da tabacaria sorri
defronte da mansarda.
O sucesso da jornada traz-lhes à boca um sorriso,
um conforto interior,
a felicidade dos gémeos
batizados no domingo de Páscoa,
numa aldeia minhota
de um romance de Camilo.
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